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Versão preliminar em revisão. Site educativo, não iniciático. Não substitui terreiro, comunidade ou orientação religiosa, nem assistência médica ou psicológica.
Luz e AxéMatriz iorubá e tradições afro-brasileiras
Quem pensou isso antes

Vozes

Este site não fala em nome das tradições. Quem fala com autoridade sobre elas está abaixo — pesquisadoras, pensadores e lideranças religiosas que escreveram em nome próprio.

História que não se omite

Racismo religioso

Os cultos de matriz africana foram criminalizados no Brasil. O Código Penal de 1890 enquadrava práticas religiosas afro-brasileiras sob os tipos de curandeirismo, magia e feitiçaria. Terreiros foram invadidos por polícia, objetos sagrados foram apreendidos e passaram a compor acervos de museus policiais.

A exigência de autorização policial para funcionamento de terreiros perdurou em estados brasileiros até a segunda metade do século XX. A perseguição não é passado remoto: ataques a casas de santo, destruição de assentamentos e intimidação de praticantes seguem sendo registrados por delegacias e observatórios de intolerância religiosa.

Nomear isso não é digressão política. Uma parte do que se perdeu do repertório dessas tradições se perdeu por perseguição — e qualquer apresentação pública que omita esse fato apresenta uma tradição sem a história que a moldou.

Nota de cuidado

Práticas espirituais e comunitárias podem oferecer pertencimento, consolo e significado. Elas não substituem avaliação médica ou psicológica quando há sofrimento persistente, prejuízo funcional, risco, sintomas físicos importantes ou emergência. O cuidado pode ser construído de modo respeitoso e complementar, com consentimento da pessoa.